Danilo Gentili teve pedido de prisão feito pelo deputado federal Luis Tibé (Avante-MG). O parlamentar tomou a atitude depois do apresentador do SBT sugerir que os deputados tomassem uma surra.Gentili, que também se apresenta como humorista, sugeriu que a população entrasse no Congresso Nacional e “socasse todo o deputado que estivesse discutindo a PEC da imunidade parlamentar naquele momento”.A publicação foi feita no Twitter de Danilo Gentili e o Supremo Tribunal Federal (STF) já recebeu ação da Procuradoria Parlamentar da Câmara dos Deputados contra o apresentador, que agora deve dar explicações sobre a frase compartilhada nas redes sociais. 

Danilo Gentili pode ser preso por sugerir ‘surra’ em parlamentares

A Câmara dos Deputados entrou com uma notícia crime junto ao STF pedindo a prisão em flagrante de Danilo Gentili pelo uso, diz a assessoria de imprensa da casa, de discurso de ódio contra parlamentares.

Oficialmente, Danilo Gentili manteve silêncio e o SBT afirmou que “não comenta questões pessoais de seus artistas”. O post foi deletado do perfil de Danilo no Twitter e o apresentador do ‘The Noite’ disse ter sido mal interpretado.

Gentili só se manifestou pelas redes sociais e buscou fazer um mea culpa.

“Eu fiz um tuíte que foi alvo de justas críticas por alguns deputados. Quem me segue sabe que sempre defendi as instituições. Aliás, minha briga com bolsonaristas foi justamente pelo fato de eu ser contrário aos pedidos criminosos de fechamento do STF e Congresso”, se justificou.

PEC da imunidade

prisão de Daniel Silveira, que ameaçou ministros do STF e sugeriu o retorno do AI-5, abriu precedente para que Câmara e Senado criassem uma PEC que dificultasse a prisão de deputados e senadores.

A chamada PEC da imunidade prevê que parlamentares só podem ser presos em flagrante por crime inafiançável previsto na Constituição, como racismo, tortura e tráfico de drogas. Hoje, deputados e senadores têm imunidade e só vão presos em flagrante, caso de Daniel Silveira, por crime inafiançável.

Daniel Silveira é visto recebendo celular de assessores dentro da prisão

A Proposta de Emenda Constitucional é vista como tentativa de blindar os parlamentares, que teriam seu destino decidido pelos próprios colegas. A relatora da PEC é a deputada federal Margarete Coelho (PP-PI), que conta com apoio de Arthur Lira (Progressistas-AL), presidente da Câmara, e de Rodrigo Pacheco (Democratas-RO), presidente do Senado.